Hoje traremos uma informação que muitos de vocês não sabiam, ou nunca haviam se perguntado anteriormente: A idade dos personagens de Dragon Ball.
Apesar destas informações nunca terem sido exibidas no mangá ou no anime, elas foram reveladas em entrevistas e Databooks ao passar dos anos. A lista abaixo contém a idade dos principais personagens de Dragon Ball durante o ano 780, que é o ano em que o Torneio do Poder está acontecendo.
A lista não leva em conta os anos em que um personagem esteve morto, nem o tempo gasto durante os anos de treinando no templo. Confiram:
Goku: 43 anos
Chi-Chi: 43 anos
Gohan: 23 anos
Goten: 13 anos
Vegeta: 48 anos
Bulma: 47 anos
Trunks: 14 anos
Mr. Satan: 44 anos
Videl: 23 anos
Pan: 1 ano
Kuririn: 44 anos
Androides 17e 18: cerca de 16 anos desde que foram transformados.
Mestre Kame: 350 anos
Tenshinhan e Yamcha: 47 anos
Hit: mais de 1000 anos
Piccolo: 27 anos
Freeza: 70 anos
Dragon Ball Super encerrou sua primeira fase em março deste ano com o final do Torneio do Poder num combate eletrizante entre Goku, Freeza, o Androide 17 e Jiren. Com o final do anime, teremos um filme em 14 de dezembro de 2018. Além disso, o mangá continua sendo publicado todo mês, por volta do dia 22.
Ainda não sabemos quando o anime terá capítulos inéditos novamente, mas a aposta é que isso aconteça em 2019. Até lá, é possível acompanhar o anime no Cartoon Network em versão dublada e no Crunchyroll com o áudio original em japonês e legendas em português.
Quando Dragon Ball Super retornar e o anime tiver mais sagas, nós atualizaremos esse post, além de colocarmos a idade de novos personagens relevantes que forem surgindo para a trama no futuro.
Naruto cresceu e atingiu seu objetivo de virar Hokage, e acabou se tornando o ninja mais forte de sua época.
Porém, existem ninjas extremamente poderosos que viveram (ou estavam no seu ápice), antes de Naruto ter nascido. Por isso, trouxemos os cinco ninjas mais poderosos de antes da geração de Naruto Uzumaki. Confiram:
5. Hanzo
Hanzo da Salamandra foi um ninja lendário da Aldeia da Chuva, e era temido por todos quando era vivo. Montado em sua Salamandra Ibuse, Hanzo era praticamente intocável, já que o veneno liberado por Ibuse era mortal para a grande maioria dos outros ninjas da época.
4. Hiruzen Sarutobi
Hiruzen se tornou Hokage após o fim da Segunda Grande Guerra Ninja, e tinha menos de 18 anos na época. Ele foi o ninja mais novo a se tornar Hokage na história de Konoha, e também foi o ninja a durar mais tempo nesta posição. Hiruzen era muito temido em batalha por poder utilizar todas as naturezas de chakra, além de poder Enma, um macaco que se transformava em bastão para ajudá-lo em combate.
3. Hashirama Senju
Hashirama foi o primeiro Hokage de Konoha, e possuía a incrível Liberação de Madeira, além de ser capaz de entrar no modo Eremita. Enquanto era vivo, Hashirama derrotou Madara Uchiha incontáveis vezes, e era considerado como o ninja mais forte de sua época.
2. Nagato Uzumaki
Ainda muito jovem, Nagato conseguiu o Rinnegan de Madara (dado a ele por Obito Uchiha), e graças a este poder ele foi capaz de matar Hanzo da Salamandra, liberando a Aldeia da Chuva deste terrível líder. Tudo isto aconteceu antes de Naruto nascer, e também foi nesta época que Nagato fundou a Akatsuki.
1. Madara Uchiha
Apesar de ter perdido várias vezes para Hashirama, Madara conseguiu se salvar graças ao jutsu Izanagi, levando consigo uma parte da carne de Hashirama. Ao acordar, Madara tinha despertado seu Rinnegan, e com este doujutsu ele teria derrotado facilmente todos os outros membros desta lista.
Dragon Ball Super é repleto de momentos épicos, mas você sabia que hoje faz exatamente um ano de um dos momentos mais incríveis do anime?
Hoje, falaremos um pouco mais sobre este feito incrível de Goku durante o Torneio do Poder.
Atenção: falaremos sobre spoilers de Dragon Ball Super. Você foi avisado!
Durante o Torneio do Poder, Goku teve algumas lutas épicas contra seus adversários, e uma das mais divertidas delas certamente foi contra Kefla, a fusão de Kale e Caulifla.
Como você deve lembrar, Goku ficou completamente esgotado após a luta dele contra Jiren e acabou sendo atacado por adversários de outros universos que queriam aproveitar a chance de eliminar o saiyajin num momento de fraqueza.
Goku acabou sendo salvo por Gohan, pelo Androide 17, por Piccolo e pelos outros, mas logo entrou num novo combate contra as saiyajins do Universo 6, Kale e Caulifla.
Durante o combate, Goku foi aumentando o nível da força gradualmente, indo de Super Saiyajin para Super Saiyajin 2, e então Super Saiyajin 3 brevemente, e subindo para Super Saiyajin Deus.
Quando ele chegou nesse nível, as lutadoras não conseguíram fazer mais nada no combate, e então eles decidiram fundir-se e virar Kefla, uma guerreira extremamente poderosa.
Para enfrentá-las, Goku acabou tendo que despertar novamente o Instinto Superior, e como ele estava com pouca energia ainda, tudo teve que ser resolvido em apenas um ataque, que acabou sendo o melhor Kamehameha da história de Dragon Ball Super:
Depois dessa batalha, Goku acabou completamente esgotado de novo, mas pelo menos fomos premiados com esse excelente momento, não é mesmo?
Dragon Ball Super está em hiato desde março deste ano. O anime retorna em formato de filme em 14 de dezembro deste ano com Dragon Ball Super: Broly.
No mangá, Dragon Ball Super está iniciando uma nova saga totalmente inédita em novembro.
Tokyo Ghoul: re – Temporada 2, escrita por Sui Ishida, e sob direção de Odahiro Watanabe, está bem distante dos seus dias de glória.
A direção do anime, infelizmente, continua se mostrando ineficiente, com cortes horríveis de cena, quadros estáticos, péssima fluidez, e movimentação dos personagens, e um roteiro extremamente rushado(cada episódio corresponde a mais ou menos dez capítulos do mangá). A única coisa minimamente aceitável, no que se refere à parte técnica, são os traços dos personagens, que a meu ver, continuam muito bonitos (destaque para os olhos, os quais apresentam um brilho e uma intensidade envolvente).
Sobre o Enredo
Quanto ao episódio em si, para aqueles que apenas acompanham o anime, as notícias também não são boas, pois o mesmo se apresenta altamente confuso, lotado de informações e detalhes importantíssimos para o entendimento do público, jogadas de qualquer jeito, e sem qualquer explicação (e infelizmente acredito que assim irá se manter, se tomarmos como exemplo a primeira parte do anime, apresentado na Temporada de Primavera desse ano). Ou seja, o que nos é mostrado é a continuação de uma batalha entre humanos e ghouls, mas sem deixar claro quando e onde começou. É uma confusão só.
Expectativas
Por fim, para não dizer que nada me agradou durante o episódio, ver a quarta personalidade de Kaneki Ken mais fria, misteriosa, e segura de si, para uma fã de Tokyo Ghoul, não tem preço. Além do fato de agora ter o nosso amado protagonista de volta, consciente de sua identidade (Kaneki), em um misto maravilhoso de alter egos, cheio de confusão, e questionamentos internos, que é o que mais amamos no personagem, mas que infelizmente, devido a uma direção pobre, e uma adaptação corrida, não será possível apreciar da forma que deve ser.
É amigos, o jeito mesmo é correr para o mangá.
Tokyo Ghoul: re está em simulcast pelo serviço de streaming Amazon Prime.
Cá estamos nós para um post de primeiras impressões do anime que foi da temporada de Verão 2018. Trago à vocês o anime: Asobi Asobase.
Pois bem, vamos lá!
Asobi Asobase é uma comédia sobre três garotas, Hanako, Kasumi e Olivia, que possuem um “Clube de Passatempeiros” em sua escola. O anime é produzido pelo estúdio Lerche e é dirigido por Seiji Keishi, ambos trabalharam na adaptação do mangá Assassination Classroom.
Sim, é uma sinopse bastante vaga mas, garanto a vocês, é um anime extremamente bizarro. A começar pela sua abertura que é totalmente diferente do tema do anime.
As três protagonistas são bem exóticas, e isso eu coloco na conta das suas dubladoras. As vozes que elas criaram para as personagens funcionam perfeitamente, em especial a da Hanako, que é dublada por Hina Kino. Rika Nagae e Konomi Kohara também fazem um excelente trabalho como Olivia e Kasumi, respectivamente. Vale dizer que as três dubladoras são relativamente novatas.
As piadas de Asobi Asobase são excelentes, algumas são leves ou pesadas, ou trazem um tom dramático muito bem dosado. Mas sem dúvida, a melhor parte do anime para mim, são as caretas das personagens, que me fazem rir igual um imbecil.
Atenção; acontecerá uma análise da obra como um todo. Então, a partir de agora, spoilers serão liberados. Se você tem interesse na leitura desse volume, ou na obra, deixe para ler esse artigo após isso.
O apelidado “Akame ga Thrones” pelos fãs foi recentemente finalizado no Brasil. A edição final foi lançada pela Panini em julho de 2018, fechando uma coleção com 15 volumes. Sendo comparada a obra de George Martin; Akame ga Kill é uma história que conta como um grupo de rebeldes tenta mudar sua nação enfrentando um império corrompido. Nessa história, o objetivo final vale mais do que os personagens, e, por esse motivo, não é recomendável se apegar a nenhum deles.
Mortes
A morte é algo comum à obra. Esse é um ponto que muitos não gostam quando se trata da narrativa, acreditando que algumas mortes são desnecessárias. No entanto, é isso que o autor busca, pois quando se trata de uma guerra, algumas mortes são em vão. Não existe glória em seu adeus. Soldados às vezes morrem sem nem mesmo lutar, e isso é mostrado na obra. Ninguém está seguro. O objetivo requer soldados capacitados, mas nem sempre poderão contar com eles, exigindo que os líderes tenham de pensar em uma estratégia nova o tempo todo para conseguir alcançar o desejo final.
Volume 15
O mangá traz nesse volume a batalha final; o último suspiro do grupo rebelde necessário para alcançar os objetivos. Do outro lado; o império traz seus soldados mais poderosos para garantir que esse grupo não alcance os seus desejos… no fim, só um lado ganha, mas independente de quem seja, haverá perdas.
Do lado rebelde; Najenda, Akame, Tatsume e Leone, junto ao exército rebelde, enfrentam Esdeath e seu exército de gelo; mostrando todo o poderio dela. Ainda há a participação breve de Wave, com sua dupla sincronização de Teigu ajudando Tatsumi na luta contra a Teigu do Imperador.
O final de uma guerra: o destino dos personagens, a resolução de cada um; e o resultado da guerra. Inúmeras serão as revelações do volume trazendo o desfecho daqueles que foram acompanhados desde o volume um.
O anime não é o suficiente
Se você assistiu ao anime e gostou da história, é recomendado que você dê uma chance ao mangá. Tal tem muitas coisas em comum com o anime; mas o mangá tem histórias que o anime nem pensou em adaptar. Tem arcos que acontecem de forma diferente ao que foi adaptado. Além de maiores explicações e desenvolvimentos, e um final diferente ao que foi mostrado.
Arte
Com a chegada do volume final, podemos observar a evolução do desenhista Tashiro Tetsuya. Comparando o primeiro e o último volume, já conseguimos ver essas diferenças. Mas quando analisamos a arte mais intimamente, sua evolução é ainda mais perceptível. Ao lado esquerdo o Capítulo 7 e ao lado direito capítulo 68.
Nome alternativo: That Time I Got Reincarnated as a Slime Gênero: Fantasia Estúdio: 8bit Baseado em: Light Novel/Mangá Diretor: Yasuhito Kikuchi Data de estreia: 1 de outubro
Parte técnica
A obra é apresentada, desde a abertura, com uma animação linda e fluida, o trabalho de Ryouma Ebata, responsável pela abertura foi surpreendente, produzindo um storyboard maravilhoso. Neste vemos a apresentação dos personagens principais da obra e cenas de batalhas que aparentam dar mais vida ao mangá e à light novel.
A trilha sonora do anime não deixa a desejar em nenhum momento, desde a abertura “Nameless story“, por Takuma Terashima. A trilha segue ao longo do episódio com as flutuações nos sentimentos que a obra tenta transmitir através dos personagens.
Ao longo do primeiro episódio, podemos observar transições espetaculares, com cenários lindos, demonstrando também a “visão” da perspectiva do slime muito bem. A animação e o design das cenas consegue transmitir bem a sensação do protagonista, em momentos que ele não consegue definir bem onde está ou o que está sentindo.
A obra introduz a trama de Satoru Mikami, um homem comum de 37 anos que morre esfaqueado em um evento inesperado quando estava saindo com seu kouhai. O enredo segue a partir de sua morte, quando ele é reencarnado em um mundo de fantasia com alguns detalhes.
Aparentemente enquanto morria seus pensamentos deram origens a habilidades especiais nesse novo mundo, incluindo a característica marcante da obra, ele se tornou um slime. Estes são monstros marcantes em jogos do gênero RPG, conhecido por ser muito fraco, o que parece não ser o caso para nosso querido protagonista. A partir desse ponto será retratado como esse personagem vai se desbravar esse novo mundo, com tramas políticas e sociais bem desenvolvidas.
Tenho grandes expectativas para esse anime, pelo que pude ler no mangá, ele tem potencial de ficar no top 3 da temporada. Recomendo a todos que assistam, o enredo é envolvente e a direção parece ter deixado a obra ainda melhor. Só nos resta aguardar ansiosamente os próximos episódios e ver tudo que essa obra ainda nos aguarda.
Tensei shitara Slime Datta Ken está sendo exibido semanalmente na plataforma de streamingCrunchyroll.
Título: Noragami Título Alternativo: Noragami Aragoto Gênero: Ação, Aventura, Comédia, Sobrenatural, Shounen Estúdio: Bones Número de episódios: 25 + 4 OVA Estreia: 2015 | Temporada de Outono
Sabe aquele anime maravilhoso, super engraçado, cheio de ação; com personagens carismáticos, um enredo envolvente, e que você não vê a hora de uma nova temporada ser lançada? Pois é, esse é o caso de Noragami, tirando, é claro, a parte de um novo lançamento.
É um anime adaptado de mangá, escrito por Adachitoka, e conta com 18 volumes: publicados entre janeiro de 2011 a dezembro de 2017 pela editora Kodansha. A adaptação foi feita pelo estúdio Bones, e foi dirigida por Kotaro Tamura, contando com 25 episódios em sua totalidade, divididos em duas temporadas.
Conta a história de Yato, um deus fracassado, vestido em um moletom surrado, que mora nas ruas e sobrevive de pequenas oferendas oriundas de seus poucos adoradores. Devido a sua condição de extrema pobreza, Yato costuma ser menosprezado e, até mesmo, ridicularizado pelos outros deuses.
Um dia, ao realizar um de seus “trabalhos”, e, ao atravessar a rua descuidadamente, Yato acaba sendo salvo por Hiyori Iki, uma jovem estudante, que, ao salvar o desconhecido rapaz, coloca sua própria vida em risco; sendo atropelada em seu lugar. A garota sobrevive, contudo, a partir desse dia, transforma-se em uma meio-fantasma, ou seja, alguém com a capacidade de transitar através de dois mundos (vivos e mortos).
Após o incidente ocorrido, Yato passa a interagir com Hiyori, se comprometendo a ajudar a garota a voltar a sua normalidade, pois, devido o acidente, a jovem perde completamente o domínio sobre si mesma, tendo constantemente seu espírito separado do corpo.
Posteriormente, devido a necessidade de lutar constantemente contra espíritos impuros, Yato recruta Yukine, o fantasma não corrompido de um adolescente, tornando-o sua Regalia, ou seja, uma arma para defesa, ataque e exorcismo (ao tornar um espírito uma Regalia, o deus passa a ser seu mestre, atribuindo-lhe um nome póstumo, o qual, ao ser invocado pela divindade, transforma-o em uma arma de combate, como uma espada ou um revólver, por exemplo, mas com a capacidade de retornar à forma espiritual).
A história se passa no Japão atual, e possui uma temática voltada para o sobrenatural. Nela, conhecemos várias divindades pertencentes ao Budismo, uma das religiões mais cultuadas no país.
Para aqueles que curtem cultura japonesa, apresenta-se um anime bastante atrativo, pois durante a obra, conhecemos um pouco mais sobre o lado místico do país; de maneira simples, e sem ser entediante. Ou seja, o anime consegue abordar o tema de forma bem-humorada, com a vantagem de que falar sobre assuntos relacionados ao sobrenatural, geralmente, cai facilmente no gosto popular.
Mas esse anime só envolve religiosidade, deuses e tal?
Não, apesar de pertencer ao gênero comédia, possui seu lado sério, e consegue repassar vários ensinamentos ao espectador; principalmente aos mais jovens, que, devido a pouca idade, são mais suscetíveis a pressão do cotidiano como: trabalho, dívidas, estudo, carreira profissional, dentre ouros.
A meu ver, uma das maiores lições de toda a obra, diz respeito ao aconselhamento de não se permitir ser consumido pelos desafios e dificuldades do dia a dia, além de enfrentar os problemas de frente, e, acima de tudo, valorizar a própria vida; já que o suicídio de jovens é um dos temas abordados dentro da animação. “Mesmo que seja difícil e doloroso, as pessoas têm que saber aproveitar o lado bom da vida”.
E claro, como não poderia deixar de mencionar, assim como todo bom Shounen, possui cenas de luta excepcionais: com muita ação, além de uma bela pitada de drama, e lógico, muito humor.
Então, com tantos pontos positivos, certamente, Noragami é um anime de muito sucesso. Certo?
Infelizmente, apesar de todos os pontos positivos listados acima, possui chances quase inexistentes de conseguir uma nova temporada, já que, apesar de ter uma ótima popularidade, não conseguiu apresentar um número satisfatório de vendas de Blu-ray e DVD nas duas primeiras temporadas. Dificultando, assim, o interesse da produtora em produzir uma continuação para a animação. O que é uma pena para os fãs da obra, pois material para ser adaptado não falta, já que o mangá foi finalizado em dezembro de 2017.
Por fim, é difícil acreditar que uma obra tão maravilhosa não tenha chance de ter a sua animação continuada. Demonstrando que nem sempre uma boa história; com um bom roteiro, personagens carismáticos e excelente adaptação de mangá, são sinônimos de sucesso. Lamentavelmente, não há uma explicação plausível para o porquê dessa obra não ter alcançado o sucesso esperado; e até mesmo merecido. Entretanto, como diz o velho ditado, “A esperança é a última que morre”, e, além disso, não se paga para sonhar, não é?
Hoje em dia, com a ascensão da indústria de animes, é cada vez mais raro encontrar pessoas interessadas em assistir animes antigos. Isso se deve à quantidade absurda de animes lançados anualmente. Entretanto, vários clássicos são atemporais, e conseguem agregar coisas que nem mesmo enredos contemporâneos são capazes.
Não espere um estilo visual semelhante aos títulos atuais, mas sim algo mais datado, devido às tecnologias vigentes na época. Também é interessante notar que todos os animes aqui citados são encontrados em resolução 4:3, e não 16:9. Definir o que é considerado antigo, ou não, é um pouco difícil, mas aqui considerei antigo qualquer um lançado anteriormente ao ano 2000.
Não falarei aqui de obras maistream como Dragon Ball, Saint Seiya e Yu Yu Hakusho. O foco será nas mais escondidas dos holofotes, mas que possuem uma imensa qualidade.
Neon Genesis Evangelion (1995)
Sinopse:
“Em 2015, após uma catástrofe denominada Segundo Impacto, a qual dizimou metade da população mundial, o governo japonês encontra-se na necessidade de resistir aos ataques dos seres monstruosos chamados Angels.
A missão da organização especial paramilitar, denominada NERV, é combater os Angels. Para isso, eles criaram robôs gigantes chamados EVA’s, pilotados por jovens selecionados pela NERV. Um deles é o protagonista Ikari Shinji, que se recusa, inicialmente, a entrar no robô”.
Continuando…
Iniciamos com uma obra bem popular e controversa dentro do nicho otaku. Escrito e dirigido pelo renomado Hideaki Anno no estúdio Gainax, é um anime mecha original que divide opiniões, considerado por muitos uma obra-prima, e por outros um lixo. Isso se deve ao seu caráter extremamente abstrato e subjetivo, que pode agradar ou desagradar, dependendo da pessoa.
Nuances sutis podem ser identificadas por toda a extensão da obra, e a partir delas, o espectador deve deduzir praticamente tudo do enredo. Nada é entregado de mão beijada, sendo necessário pensar bastante para compreender a trama e o universo.
Ademais, os personagens são muito bem construídos, e a partir da aliança entre psicológico complexo deles, da narrativa e de simbolismos, podem ser percebidos vários conceitos filosóficos presentes.
Entretanto, isso é apenas observar um lado da moeda. No outro, é notório que não são todas as pessoas que absorvem isso da obra. O estilo narrativo não preza tanto pelo entretenimento e pela dinamicidade, comprometendo a experiência de quem assiste apenas por diversão. O protagonista também irrita muitos, pois não ostenta uma personalidade lá muito admirável.
Eu diria que EVA é um anime um pouco mais denso; que é mais recomendável a quem está disposto a enfrentá-lo. Isso não impede outras pessoas de gostarem, até porque as heroínas são carismáticas e há várias batalhas durante a obra.
Inegável é que Evangelion é um dos clássicos mais marcantes da história dos animes; inspirando várias outras obras. Tanto que, até hoje, é o anime com maior número de vendas de blu-rays da história. Caso for assistir, lembre-se que o final do anime é o filme The End of Evangelion.
Fushigi no Umi no Nadia (1990)
Sinopse:
“No ano de 1889, o mundo está em uma época de grandes descobertas tecnológicas. Uma organização sinistra, denominada Neo-Atlantis, planeja dominar o planeta com a liderança de Gargoyle. Quem vai tentar impedi-los é a portadora da joia Blue Water, Nadia, contando com a ajuda do jovem inventor francês Jean; e do Nemo, capitão do submarino nautilus. Baseado no romance de Julio Verne, 20000 léguas submarinas”.
Aproveitarei a deixa para falar de outro anime do mesmo diretor e estúdio de Evangelion. Esse aqui não é muito conhecido no ocidente, apesar de ter uma boa popularidade no Japão.
Ele, diferentemente da obra anteriormente citada, não dispõe de uma identidade subjetiva. É uma história de aventura comum e divertida, adaptando um grande clássico da literatura ocidental. Uma boa pedida para quem quer algo mais “normalzinho”.
Ashita no Joe (1970)
Sinopse:
“Tange Danpei é um boxeador frustrado. Largou os ringues quando perdeu a visão de um dos olhos, e desistiu de ser treinador quando foi traído por seu discípulo. Desde então, vive uma vida de miséria, andando com mendigos e enchendo a cara o dia inteiro.
Um dia, chega um jovem à cidade onde Tange mora. Violento, orgulhoso, aproveitador e mentiroso, Yabuki Joe arranja brigas, trapaceia, rouba e mente. No entanto, sua força e agilidade em suas brigas de rua despertam a atenção de Danpei, que vê em Joe o potencial para se tornar um grande boxeador, talvez, até mesmo, um campeão.”
Prosseguindo
Antes de tudo, quero deixar claro que entre os animes aqui citados, esse aqui é, de longe, o meu favorito. Ele possui o protagonista com o desenvolvimento de melhor qualidade que já pude presenciar. O autor Kajiwara Ikki conseguiu transformar um cara filho da p*** em uma pessoa muito melhor; de maneira gradual e totalmente natural.
Essa, para mim, é a maior virtude da obra: a naturalidade. A maneira que a história se desenrola e as atitudes que os personagens tomam são fidedignas à de uma pessoa real, mas ainda assim contam com um toque épico necessário para empolgar quem assiste. As lutas de boxe também conseguem passar uma boa carga emocional. Vale salientar que o final do anime é simplesmente extraordinário e tocante.
Contudo, devido ao fato de ser realmente muito antigo, o visual é extremamente datado. Ainda assim, a direção do Dezaki Osamu é primorosa, contando também com uma marcante trilha sonora. Para a época, aquilo era incrível.
Ashita no Joe constitui-se também como uma das obras mais marcantes para o Japão. Ele serviu de molde para muita coisa que veio depois, e não é difícil encontrar referências em vários animes ao enérgico Joe e sua rivalidade com Rikiishi Tooru.
No ano de 2018, foi exibido Megalo Box, uma homenagem aos 50 anos de AnJ. Apesar de também ser ótimo, só é superior ao seu antecessor em âmbitos técnicos e audiovisuais, resultado natural do avanço tecnológico.
Cowboy Bebop (1998)
Sinopse:
“O ano é 2071. Com o avanço tecnológico, a humanidade migrou para o espaço. A população cresceu muito, aumentando, consequentemente, a quantidade de criminosos. A polícia espacial, portanto, conta com a ajuda de caçadores de recompensas chamados “Cowboys”.
Um bom exemplo de anime antigo que continua sendo lembrado mundialmente até hoje. Com personagens extremamente carismáticos, e um clima retrô maravilhoso, é uma das obras mais marcantes da história.
Sua produção, posta a cargo do Sunrise, é muito boa, passando a atmosfera única de um rule of cool dos anos 90. A comédia e a luta também são bastante funcionais.
Creio que só a abertura “Tank!” pela Seatbelts já é o suficiente para chamar atenção para quem estiver interessado em assistir.
Legend of Galactic Heroes (1988)
Sinopse:
“Durante décadas, o Império Galáctico trava uma guerra interestelar com a Aliança de Planetas Livres, um conflito que envolve milhares de naves espaciais e milhões de soldados de ambos os lados. Dois novos comandantes entram no conflito com grandes esperanças: Almirante Imperial Reinhard von Lohengramm e Yang Wen-Li da Aliança de Planetas Livres.
Como eles lidam com seus superiores e subalternos, através de manobra regime político complicado, enredo estratégico, ganhar batalhas, cada um será testado e, em última instância, mudados, pela realidade da guerra.”
Fechando com chave de ouro, temos essa aclamada ópera espacial. Sua trilha sonora é indescritivelmente extraordinária, isso para não falar de seu roteiro, tão inteligente quanto os seus personagens.
A melhor forma de descrever sua trama é como algo bem-elaborado. Lotado de conflitos e intrigas políticas característicos de um universo em guerra. Tornou-se uma história simplesmente lendária.
E você? Conhece mais algum nome que poderia ter sido citado? Espero que tenham gostado e digam, já assistiram a algum desses? Até logo.
Sou Matheus Naraku, tenho 25 anos e simplesmente amo tudo que for relacionado à cultura japonesa. Acompanhe tudo que se passa nesse mundo maravilhoso e na minha mente :3